Saiu hoje na coluna Panorama Econômico, da Denise Nunes (página 11), o seguinte:
Ford começa a perder encanto na Bahia
Polêmica eterna no Estado, a Ford começa a gerar controvérsia também na Bahia. Segundo o professor Iberê Luis Nodari, da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, há um clima de desencanto com a montadora, revelado por ele em um artigo, cuja cópia vem se multiplicando via Internet. Notari se diz surpreso com a repercussão. \”Recebi cerca de 150 emails nos últimos dias, de RS, Paraná, Minas Gerais, Argentina e até mesmo dos EUA, dos quais apenas dois ou três tentam apresentar alguma contestação ao que escrevi\”, diz ele. O que Nodari faz em seu artigo é um relato com base em dados da imprensa, anais do Legislativo baiano e informações que lhe chegam à universidade, mostrando a frustração do projeto Ford, três anos após a euforia da conquista. Em uma comparação entre os benefícios obtidos pela montadora e a contrapartida oferecida, ele conclui: \”À medida que vamos conhecendo melhor o empreendimento e as relações da montadora com a comunidade, percebemos, até com surpresa, a postura absolutamente avarenta, senhorial e assimétrica\”.
Fora de moda
Para Iberê Nodari, está mais do que claro que a guerra fiscal travada no país em torno das montadoras \”foi uma jogada perdida\”. Segundo ele, Ceará, Pernambuco e a própria Bahia, que queria outros projetos, desistiram dessa política. \”Acho que a moda passou\”, afirma. Para sorte dos cofres públicos.
Opção soberana
\”Há 36 anos, a Coréia era um Paraguai em relação ao Brasil\”, diz Nodari, citando o desenvolvimento do país hoje. \”Tem Ford na Coréia? Mas tem fábrica coreana nos EUA\”, ressalta, comparando o modelo de desenvolvimento com o brasileiro. \”É o conceito de soberania. Há quem prefira ser uma colônia rica…\”
Concordo plenamente. Pena que o artigo do professor Nodari não fala nada sobre a criação dos tais empregos indiretos e como está a economia em torno da fábrica. Pelo tom do texto deve-se imaginar que a coisa não está muito boa… Se estivesse não haveria texto.